quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Aula 9 - Gênero e sociedade


Profª Convidada: Valéria Amorin Arantes

Gênero é construído socialmente e nele é embutido uma das principais formas de preconceio. Quando se fala em violência, sobretudo na forma de como vítima e agressor são tratados, homens e mulheres ocupam posições muito variadas.
O que mais me chama a atenção quando o assunto é gênero, é justamente a questão da educação.
Antes de ensinar os alunos sobre teorias, regras, fórmulas, enfim, o conhecimento como um todo, a escola possui a capacidade de transformá-los em seres pensantes, ela deveria ensinar seus alunos a questionarem seus atos, seu raciocínio e o conceito da sociedade.
Projetos interdisciplinares e transversais podem ser uma forma de aliar essa nova concepção de ensino com a realidade da diferença de genêro. Levando a uma sociedade na qual tanto homens quanto mulheres, ou homossexuais podem ser tratados de forma igualitárias, sem aquele valor inconsiente de que mulher ou homossexual deve ser submisso ao homem.
Como um dos maiores problemas em relação ao gênero é a violência, uma educação que consiga transmitir valores que se contrapoem ao da sociedade atual devem ser valorizados, e assim, essa situação pode ser mudada.

Mariana

sábado, 4 de outubro de 2008

Aula 8 - A Sociedade da insegurança

Tema: Violência profissional na área da saúde.
Filme: Ratos de Rua

O filme demonstra vários tipos de violência, como a moral, a social, a física, a psicológica a simbólica, na forma de preconceito. Utilizando esses conceitos de preconceitos discutimos a relação de violência na vida profissional. Discutindo os problemas mais comuns na nossa área, a saúde, escolhemos uma prática que acontece constantemente no serviço, principalmente no público, e que temos que ter um maior cuidado ao se deparar com essa situação.

"Raquel, uma mulher solteira de 20 anos, está grávida de seu terceiro filho. Sai deprimida de sua casa do bairro Campo Limpo (em São Paulo) e se dirige a uma U.B.S. em busca de uma assistência, pois está passando por sérias dificuldades. Ao chegar, preenche uma ficha e aguarda ser chamada por sua obstetriz Ana. Chega sua vez e começa relatando seu histórico e suas dificuldades. Ao revelar seu desejo pelo aborto, a obstetrica tenta mudar sua opinião, explicando que não é a melhor opção e que os problemas poderão ser resolvidos de outra forma, menos dramática. Raquel, após a consulta, pensa novamente em sua vontade, mas não acata a opinião da obstetriz e decide-se pelo aborto.
Após isso, Raquel conversa com suas ''amigas'' que lhe dão várias opções para efetuá-lo. Por falta de recursos financeiros, ela opta por introduzir uma agulho de tricô na vagina, pois uma de suas amigas lhe disse que funcionava. Após o ato, ela se sente mal e vai até um hospital onde não recebe os devidos cuidados. É pré-julgada e discriminada por parte dos profissionais de saúde que agem com agressividade, maltratando-a moralmente e psicologicamente.
Raquel sai do hospital com sequelas físicas e psicológicas e apresenta-se receosa se tal situação lhe ocorrer novamente."

Moral da história: O profissional de saúde não pode intervir na vida do paciente e, muito menos, criticar e negar uma assistência social adequada.

Tipos de violência relatados:
1. física: aborto.
2. psicológica: opinião da paciente é suprimida.
3. moral: agressividade no tratamento da paciente por parte dos profissionais de saúde.
4. à dignidade da pessoa: ausência dos Direitos Humanos nessa relação pessoa-profissional de saúde.

A partir dessa crônica, percebemos o quão importante é o papel de um profissional que consiga distinguir que uma simples atitude de um algum tipo de violência (a psicológica, descrita acima), pode ser um tipo de experiência traumática para o paciente/cliente. Com essas dinâmicas, nós, futuros profissionais, podemos enxergar os mais variados tipos de violência que quase sempre são cometidas na nossa prática, e assim, podemos evitar esse tipo de atitude.


Logo que pensamos em violência, o que vem na nossa cabeça é o ato físico, no entanto, existem diversas formas de violência.

Mariana