segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Aula 7 - Conhecimento Transversal, interdisciplinar e a metáfora de “redes”

Texto: PET - PSICOLOGIA, EDUCAÇÃO E TEMAS CONTEMPORÂNEOSTemas transversais e estratégias de projetos - Ulissis Araújo
O mundo sempre foi entendido em partes, desde a natureza é entendida como ciência. E como em pedaços, o conhecimento também foi se dividindo, e hoje vemos muitas especialidades e pouca integração entre os profissionais.
Muitas Universidades estão inseridas nesse ponto de vista , não só faculdades, mas escolas, locais de trabalho, etc. e como esse conceito não estimula a aprendizagem coletiva e integração entre as mais diversas áreas do conhecimento, o profissional formado por instituições desse tipo não saem capacitados para lidar com outros que não sejam da mesma área que ele.
E para inovar, tentar criar um novo projeto de maneira de dar aulas (por enquanto só no ensino superior), ou seja, quebrar o modelo cartesiano de ensino na faculdade, foi criado o Ciclo Básico na EACH. Que tem em seu plano, criar novas experiências, tanto para os alunos quanto pra o professor!
Nossos cursos foram criados dentro de uma universidade que foi moldada nos modelos "tradicionais" e essa nova mudança gera muitos debates.
A proposta do Ciclo Básico é criar teias de conhecimento ao invés de estudar apenas um pedaço.
Essas teias de conhecimento podem ser entendidas como novas complexidades. Para poder posiciona-los sobre o que são essas novas complexidades, farei um paralelo com as relações pessoais: Devido as tecnologias, foram criadas novas complexidades para nossas relações. E não sei se foi uma coisa de causa e efeito, mas devido a isso, o velhos papéis, como de aluno/professor foram mudados. Antes, o aluno perguntava e o professor explicava, porém conservada o poder do conhecimento em suas mãos, então era aluno pergunta-professor explica (sem muita conversa). Essas relações foram mudando, pois, com o acesso mais fácil à informação (lê-se: Internet), os alunos também tinham o conhecimento, muitas vezes até antes do professor. Isso gerou novas e maiores possibilidades de diálogo/relações.
Bom, explicando o que entendo por complexidades e ,espero, ter conseguido explicar a vocês, explicarei como a educação pode trabalhar isso.
Partindo de que o trabalho está centrado nas relações entre pessoas, e não só em especificidades, podemos dizer que a educação não trabalha sozinha, e no caso de uma faculdade, deve preparar a pessoa para o trabalho, e consequentemente para suas futuras relações.
Assim, entendo que a educação deve permear possibilidades de decisões, escolhas, apostas riscos e incertezas, já que o mercado de trabalho almeja isso das pessoas.
E dessa maneira, o Ciclo Básico, com suas salas juntando alunos de diferentes cursos para aulas não específicas, cria um ambiente no qual percebe-se que o conhecimento está nas relações entre pessoas e de uma forma ou de outra, preparando os alunos para um mercado de trabalho que necessita de profissionais que saibam lidar com a inter, multi ou transdisciplinaridade.Essa imagem mostra uma sala de aula tradicional. Também têm dessas lá na EACH, porém tem uma disciplina que nem se quer usa esse modelo entre 4 paredes. É a disciplina de Resolução de Problemas, essa é uma das únicas matérias que estimula realmente o aluno a pensar, a pesquisar. O professor está lá para orientar os alunos e não ensiná-los! Os alunos escolhem um tema geral para a sala e se dividem em grupos já estabelecidos pela Graduação, então a pessoa não sabe com quem vai ter que fazer o projeto. Dentro desses grupos é escolhida um sub-tema, e é sobre esse sub-tema que os alunos vão pesquisar durante um período de um semestre (tempo que dura a disciplina). Ao final é apresentado uma pesquisa sobre o tema de cada grupo para a sala em geral. Esse modelo de disciplina "obriga" os alunos a não estudar apenas dentro de quatro paredes, com a possibilidade de pesquisa de campo, esses alunos tem total liberdade para criatividade e inovação, e esse conhecimento não fica restrito apenas entre 4 paredes!

Mariana

PS.: Particularmente eu adorei essa aula, só acho que o professor ficou devendo um pouco em relação aos debates, sei que o horário da aula é curto para tanto assunto, mas o debate cria novas experiências e a troca de informações é ríquissima!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Aula 6 - Apresentação dos Projetos

Grupo 5
Quais as práticas governamentais feitas no Jardim Keralux para o desenvolvimento sustentável de acordo com o artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos?

Nosso projeto busca saber se as práticas realizadas no bairro do Jardim Keralux em São Paulo atendem as espectativas do

Tomando por base o artigo XXV da
Declaração Universal dos Direitos Humanos, na qual diz que "toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle", junto com isso, nos baseamos no conceito de que desenvolvimento sustentável não é só aquele na qual está empregado o termo ecológico. Desenvolvimento sustentável, de acordo com Jacob, 2003, engloba as mudanças sociopolíticas para garantia e sobrevivência de sistemas ecológicos e sociais. Dessa maneira, nosso projeto tem a intenção de observar se acontece práticas que melhorem a qualidade de vida dos moradores do Jardim Keralux, ou seja, se essas práticas contribuem para o desenvolvimento sustentável ao mesmo tempo em que estariam de acordo com o artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Essa é uma rua do bairro Jardim Keralux, na qual será feita a pesquisa

Mariana